Diários nem sempre são em primeira pessoa, nem necessariamente são uma coleçãozinha de arroubos de subjetividade e desejos inconfessos pela fala (e, por que não, pelo próprio corpo)
De sorte que podem ser escritos de toda forma e realmente o são, embora jamais abandonem certo tom confessional (Afinal, não há sentido em falsear-se num caderno escolhido para ser lido [quase sempre] pelo próprio autor). São tão plurais quanto o número de autores possíveis. Ardores de adolescente envelhecendo os olhos jovens, confissões objetivas, relatos...Tem de Tudo
Embora contenham freqüentemente confissões, não podem ser considerados o retrato fiel do movimento mental de seu autor: a fala não é exata e perfeita transcrição dos pensamentos, e o mesmo ocorre (em um grau menor) com a escrita. Isso sem contar o indizível, o que as palavras não podem fotografar exatamente de seu autor (ou fotografam com mais ou menos foco, nunca o exato)
Diário não é "adjetivo"
sábado, abril 19, 2008
dos diários
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4 comentários:
Palavras fotografam seu autor como uma câmera pin-hole: always a bit blurry
na minha vida não é adjetivo mas é quase advérbio. a-do-ro diários... e adorei o texto!
bjs
;-)
diário é só aquilo que você tentar fazer sistematicamente, mas nem sempre consegue... =)
eu gosto daqui.
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