segunda-feira, dezembro 29, 2008

regressiva

Vou escrever o que quiser, esse blog não vai durar muito mesmo
novidades em breve

domingo, dezembro 28, 2008

Previsão do tempo

São paulo se vestiu de Dublin.
As núvens a permanecer
imóveis,

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Ficar em silêncio a ouvir o Noturno em Dó Menor de Chopin, mergulhado em uma breve e inédita melancolia não era bem o plano para uma noite de terça-feita após um combate com o trânsito.

Escolher o incerto pode dar isso.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Ao largo

O Largo 13 é uma pequena réplica do inferno

pronto, falei.
(e nunca mais volto, nem àquela linha de metrô que leva do nada ao lugar nenhum)

domingo, maio 04, 2008

competição

(texto adiado em razão da minha efermidade, oh! que drama! Não confiem nos "ontens")

Ontem ouvi duas entrevistas (uma no rádio e outra na revista veja AKA manual da classe média assustada/assustadiça) e, refletindo, encontrei alguns pontos em comum.

A primeira foi com uma professora de universidade no Rio de Janeiro que discorria sobre a imposição do modelo Barbie/Suzie no mercado de brinquedos para meninas. Criticou a imposição do modelo americano e a educação "cor-de-rosa" que as meninas recebem; segundo ela, não prepara as meninas para o mundo competitivo, o mercado (prestar atenção a esses conceitos, falarei deles a seguir) diferente dos meninos, sempre acostumados a competir.


Não discordo da professora, todavia:

1) Os Eua é o país que mais recebe imigrantes no mundo, multidões de paquistaneses, italianos, sírios, mexicanos e guatemaltecos entram diariamente no país, portanto, nem todas as garotas "estadunidenses" tem esse padrão "Barbieano". É um erro apenas demonizar os Eua e esquecer que se trata de um país complexo, tão ou mais quanto o nosso. Essa questão deve ser tratada com cuidado, e não neste viés "bem versus mal"

2)Se ela condena o padrão das bonecas, faz um elogio ao "mercado" e a "competição". Não sou ingênuo e sei que o mundo atual se estrutura assim, mas poxa, aonde o "mercado" e a "competição" nos levou? a um mundo onde um assalariado livre trabalha mais que um escravo do século passado, um mundo onde as crianças fazem vestibular pra entrar na pré-escola (no mínimo).

Além disso, é um conceito tão importado quanto as bonecas que amaldiçoou: a revolução industrial iniciou o "viver para trabalhar" ao invés do "trabalhar para viver". Devia ter sido engraçado naqueles primeiros tempos: os burgueses de Manchester parando de gastar para acumular e investir em mais fábricas.

aí entra a entrevista da Veja, o entrevistado é Rubens Barrichello (Auto-Retrato, Página 158, edição 2059). Perguntado sobre o que o estimulava a continuar na carreira com um carro ruim, respondeu algo como "apenas a paixão pela velocidade, e não me interessa o que os outros pensem, se fazem piada ou não". Achei uma coisa bonita o fato do corredor não priorizar a competição em sua vida (que o fez aceitar uma posição humilhante há poucos anos). O estranho foi ele ter dito que o que o inspirou a essa nova tomada de posição foram alguns cafonérrimos livros de auto-ajuda, cujo mote nunca foi outro que o "melhore, seja o melhor, seja um vencedor também".

Passei a vê-lo com um pouco mais de simpatia, embora ele afirme que "ainda quero ser campeão do mundo". O velho Rubinho ainda existe nele, persistindo nos velhos sonhos?

Esse conceito de competição desmedida e o culto ao Winner é perigoso num país terceiromundista como o Brasil, onde ao menos metade da população tá fora do jogo desde o começo, e quem perde não pode recorrer a nada nem a ninguém. O Laissez-Faire do mercado acaba deixando as pessoas à própria sorte, o mercado se auto-regula (em tese), as pessoas não.

Por um mundo mais equilibrado, por assim dizer, é isso que eu espero, sem esperança.

sexta-feira, maio 02, 2008

Tomar Coragem AKA chá de alho com limão

chá de alho com limão: eu sobrevivi
(e a gripe/febre também)

sábado, abril 19, 2008

dos diários

Diários nem sempre são em primeira pessoa, nem necessariamente são uma coleçãozinha de arroubos de subjetividade e desejos inconfessos pela fala (e, por que não, pelo próprio corpo)

De sorte que podem ser escritos de toda forma e realmente o são, embora jamais abandonem certo tom confessional (Afinal, não há sentido em falsear-se num caderno escolhido para ser lido [quase sempre] pelo próprio autor). São tão plurais quanto o número de autores possíveis. Ardores de adolescente envelhecendo os olhos jovens, confissões objetivas, relatos...Tem de Tudo

Embora contenham freqüentemente confissões, não podem ser considerados o retrato fiel do movimento mental de seu autor: a fala não é exata e perfeita transcrição dos pensamentos, e o mesmo ocorre (em um grau menor) com a escrita. Isso sem contar o indizível, o que as palavras não podem fotografar exatamente de seu autor (ou fotografam com mais ou menos foco, nunca o exato)

Diário não é "adjetivo"

quinta-feira, abril 17, 2008

Geração

Mocidade In
Dependente

segunda-feira, abril 14, 2008

Teste

teste para ver se o Blogspot ainda quer colaborar com esta pessoa

(pra não desperdiçar este post provisório e continuar testando: Vídeo bem legal do Jens Lekman)

http://www.youtube.com/watch?v=tQGNy8HjrSM

segunda-feira, março 31, 2008

Atendendo a

(alguns) pedidos, eis a ressureição deste blog
postagens emocionantes e/ou ao menos, mais freqüentes, prometo
sim!

Stereovisor Reissue

P.s: agora eu quero sempre incluir alguma música/foto/vídeo ou algum mimo para a moçada

Pra começar algo nessa linha folk-fofo. É o The Battle of land and Sea. De Portland, Oregon. Eu acho perfeito pra ouvir de madrugada, e como em madrugada estou...
já se escreveu que "evokes dark forests and lost worlds", não muito distante de minha impressão

Have Fun

quarta-feira, janeiro 09, 2008

To be Not to be

este blog ressucita ou não, meu povo?