quarta-feira, fevereiro 28, 2007


eu quero ver o lado errado das coisas e nao ser pessimista claro

sábado, fevereiro 24, 2007

também quero
usar lanterna e dizer tinindo
com voz de vidro azul que nada
nada vai te separar nada vai ficar na reserva
e quase que não vai ter magoa, meu bem

sábado, fevereiro 17, 2007

percorrer as ruas com solidão displicente,
as explicações me são agora invulneráveis,
percorrer sem pressa, um exercício de quase
auto-violencia

andar pelas ruas descampadas (ruas como telas onde a luz foge cinzenta) e chegar ao arrebalde seco e presenciar- o erotismo que chega ao poder- aos beijos que
desde a Grécia já se podem roubar,os corpos não estão secos e
se fingem de invisível
as explicações me são agora
vulneráveis, ele pensou em trair sem ter "como pode?" mas pensou
como enganar a tardinha tão amada, essa orgia anunciada diante
desses olhos desbotados e quase-velhos, ao lembrar da colisão dos corpos jovens
que desde Athenas se matam sem saber no arrebalde paulistano.

A Colisão sem choque, as várias, as costas escalando as sombras (as luzes são fracas frente-a-frente) e todas as órbitas , os passantes

Até que a pausa chega e leve tudo, respirar até inverter
a desordem e a repetição que é lembrança e tudo um pouco

quarta-feira, fevereiro 07, 2007




Sabe, eu sabia pacas disso tudo, sabia, mas aí num dia eufórico, eu explodia, tomei um ônibus sem mal saber ao certo pra onde iria, encontrei uma menina que talvez me aceitasse, mas dispararia a falar demais de abrisse os lábios e continuei como estava

No fim de tudo nem fui tão longe
Mas tive aquele esquecimento saudável de dia útil, aquela dor obrigatória, e mais tarde um sorriso sem querer

domingo, fevereiro 04, 2007



Grande Mastroianni!