sexta-feira, março 30, 2007

Gentle Tuesday, Sad and Lonely Are



uma das minhas músicas favoritas

clássico perdido do Twee Pop

clipe cheio de Guitarras Rickenbacker e campos escoceses

quinta-feira, março 22, 2007

Ruby Suns

Sabe essas coisas que você baixa sem querer no soulseek? Então, numa dessas descobri uma música incrível chamada Maasi Mara, de uma banda chamada The Ruby Suns.

Na verdade, esta "banda" é um projeto-solo de Ryan McPhun (embora ao vivo conte com muitos musicos), Californiano vivendo na Nova Zelândia que já militava na cena independente (participou do The Brunettes) e que decidiu usar seu porão/estúdio para gravar canções belas, sessentistas e algo psicodélicas.

Para quem gosta de: Velvet, Beach boys, dias californianos, musica que é complexa partindo do simples, dias nublados.

Para ouvir e ver: http://www.youtube.com/watch?v=hrnWPfbCC2I

quarta-feira, março 21, 2007

Câmera Escondida

O quarto serve de rua, pois ele caminha e traféga de um lado pro outro, passos precisos mas sem direção nenhuma, nenhuma. A Câmera digital não capta o som dos violões dedilhando um folk novo (e pouco folclórico), ela ainda anda, esperando sinal, lembrando que é proibido ultrapassar o seu desejo de passos. Não entendia como ele, pessoa tão urbana, se imaginava rodeado de arvores, não que fosse hippie, ele não tinha outro espaço pra ser livre. A musica sobe contendo violinos e guitarras ligadas em amplificadores valvulados; a respiração dele contem pianos de calda soando em sol sustenido, slow down, can you save my reputation? Tensão de olhos esperando respostas e com um resto ainda de pergunta.Lost in a way

Ele está sustenido

sexta-feira, março 16, 2007

Do dia de chuva.


Um dia de chuva, finalmente um dia de chuva, a parabólica não funciona e capaz que a Luz já saia de cena. Eu precisava; aquele sol era o Oposto de mim, o calor me Machucava, agora o céu é cinza uniforme, com a sombra da cidade levemente trasparecendo. Agora o clima, corpo e tempo são um só, agora posso me deter ao meu estado


A nova fase continua, confusa por meios diferentes

domingo, março 11, 2007

The Shins- Wincing the Night Away (2007)

Após uma carreira com muitos pontos altos, O The Shins lança um album belíssimo, forte e definitivo: Wincing The Night Away. Gravado no estudio-porão de James Mercer e produzido pelo veterano Joe Chiccarelli (que já trabalhou, entre produção mixagem e engenharia de som; com Beck,U2, Brian Wilson,Bangles,etc), esse novo album mescla o senso melódico e as letras espertas de sempre com uma produção que deixa o som mais coeso, denso. O Jangly pop continua alí: mescla-se toques eletrônicos, sem se apoiar demasiadamente a nada disso. destaca os violões sem ser folk e os teclados sem ser (tão) oitentista, há uma notória e surpreendente evolução de "Saint Simon" a "Girl Sailor"

Depois de serem trilha de seriados e filmes nos Eua (incluindo "Bob Espoja"), não ficaram mais tão restritos ao circuito indie. Este novo album não é um album inocente, a palavra certa é singelo ou honesto, e neste caso, foi uma mudança para melhor, é um pop que não é tão solar, assemelha-se mais a um final de tarde/início de noite.

Sleeping Session já é uma das melhores faixas de abertura do ano: a voz de Mercer com eco, emaranhada em um teclado climático "Go without,'Til the need seeps in" , a musica vai num crescendo até se tornar um rock agitadinho, e o vocal pedir uma identificação com o novo estado dele "Just put yourself in my new shoes,And see that I do what I do,Because the old guard still offend,We got nothing left on which we depend"

Austrália é uma canção que poderia ser single, começa ironica "Time to put the earphones on:No!" e passeia por situações tipicamente jovens "Been in love since you were twenty-one,You haven't laughed since January,You try and make this up this is so much fun,But we know it to be quite contrary". Destaca-se o belo trabalho dos instrumentos de corda: um entrosamento entre o violão, banjo e guitarra dedilhada que é um dos mais empolgantes do album.

Pam Berry, quase uma vinheta, os timbres lembram o jesus and mary chain do inicio, todavia menos "microfonada" do que a dos irmãos escoceses.

o primeiro single é Phanton Limb: introdução com um teclado estranhão porém discreto, guitarras brilhantes, refrão que empolga mas não exatamente "explode": apenas uma guitarra com trêmolo, outra bem baixa com distorção e um violão são suficientes para destacar o refrão. a letra passeia por memórias ("We wandered through your mama's house,And the milk from the window lights,Family portrait circa ninety-five") e conclui: "Follow the lines and wonder why/ There's no connection."

Sea Legs é a mais suingada, balanço+harmonia quase mistica ao violão, o solo de teclado Moog na segunda metade da musica confere um carater setentoso á banda.

Red Rabbits: Teclado quase esquisito, letra viajandona e viajante ("Hurled to the center of the Earth again,The place where it's hot, love"...."Born on a desert floor, you've the deepest thirst". Balada levada basicamente á teclado e violão, há um interessante solo ao fim da canção: uma guitarra com Slide entrelaça-se a um violino, um responde ao outro, erudito+popular, tradição+modernismo.

As guitarras de Turn on Me podem ser Echo-and-the-Bunnymenianas, mas a canção em si não lembra demasiado os anos 80, Mercer canta sobre o amadurecer sem se deixar contaminar pela hipocrisia "So affections fade away,And do adults just learn to play The most ridiculous, repulsive games?"

Continuando: Black Wave é uma balada contemplativa, em Split Needles há um toque levemente Post-punk (letra criativa "I've done myself an impossible crime,Had to paint myself a hole") , e a já citada Girl Sailor é novamente sixtie -tremolos, backing vocals, melodia Merseybeat-

A Commet Appers é uma canção de ninas com discretos efeitos para dar um efeito mais "espacial", de uma leveza extrema ("Take a drink just to give me some weight") é a ultima faixa do disco. "There is a numbness,In your heart and it's growing". Com essa frase acaba (mais) um album definitivo, saimos entorpecidos (no melhor sentido)

quinta-feira, março 08, 2007

murmuro doce



A novidade vem de Tokyo: Mai Tsuyutani, garota que passava as tardes a absorver o melhor da musica ocidental em sua alma (especialmente Twee pop, Stereolab e My Bloody Valentine,mas conta que ela também curte Elis, Sergio Mendes & brasil66 e Chris Montez, apesar de não serem influencias diretas) e montou o Murmur, banda-de-uma-garota-só que pode não parecer muito com o primeiro album do R.E.M, mas é um bocado simpático: acordes ensolarados, mudanças de andamento inesperados e um vocal doce e agudo que, apesar soar infantil demais em alguns momentos, é bastante agradavel.


Ela lançou Good Grief em 2005, que infelizmente passou desapercebido, tem faixas lindas como a semi-stereolabiana "The Man´s Wish", a sorridente "What has Happened" e a climática e shoegaze "You Don´t Know", Mai Gravou sozinha e usa uma banda de apoio para shows

se você gosta de musica fofa, sincera e criativa, fica a dica


P.S: só não consegui mais informação pq o site oficial (http://www.geocities.jp/murmur_net/ ) tá todo em japones e eu não falo Lhufas de japones

Just hug my lips and say good lies