e Tchau Brasil
Stereo!
Domingo, Fevereiro 01, 2009
Sábado, Janeiro 03, 2009
para se sentir lá estando ainda aqui
Fionn Regan, grande músico folk.
http://br.youtube.com/watch?v=wM7wyui6mzs
God is an astronaut
aéreo...
http://br.youtube.com/watch?v=RqUW4IidID4
Bell X1, banda que já teve Damien Rice em sua formação
http://br.youtube.com/watch?v=NZEjUY2zcR8
Porque a vida ainda é bela.
Segunda-feira, Dezembro 29, 2008
Domingo, Dezembro 28, 2008
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Ao largo
O Largo 13 é uma pequena réplica do inferno
pronto, falei.
(e nunca mais volto, nem àquela linha de metrô que leva do nada ao lugar nenhum)
Domingo, Maio 04, 2008
competição
(texto adiado em razão da minha efermidade, oh! que drama! Não confiem nos "ontens")
Ontem ouvi duas entrevistas (uma no rádio e outra na revista veja AKA manual da classe média assustada/assustadiça) e, refletindo, encontrei alguns pontos em comum.
A primeira foi com uma professora de universidade no Rio de Janeiro que discorria sobre a imposição do modelo Barbie/Suzie no mercado de brinquedos para meninas. Criticou a imposição do modelo americano e a educação "cor-de-rosa" que as meninas recebem; segundo ela, não prepara as meninas para o mundo competitivo, o mercado (prestar atenção a esses conceitos, falarei deles a seguir) diferente dos meninos, sempre acostumados a competir.
Não discordo da professora, todavia:
1) Os Eua é o país que mais recebe imigrantes no mundo, multidões de paquistaneses, italianos, sírios, mexicanos e guatemaltecos entram diariamente no país, portanto, nem todas as garotas "estadunidenses" tem esse padrão "Barbieano". É um erro apenas demonizar os Eua e esquecer que se trata de um país complexo, tão ou mais quanto o nosso. Essa questão deve ser tratada com cuidado, e não neste viés "bem versus mal"
2)Se ela condena o padrão das bonecas, faz um elogio ao "mercado" e a "competição". Não sou ingênuo e sei que o mundo atual se estrutura assim, mas poxa, aonde o "mercado" e a "competição" nos levou? a um mundo onde um assalariado livre trabalha mais que um escravo do século passado, um mundo onde as crianças fazem vestibular pra entrar na pré-escola (no mínimo).
Além disso, é um conceito tão importado quanto as bonecas que amaldiçoou: a revolução industrial iniciou o "viver para trabalhar" ao invés do "trabalhar para viver". Devia ter sido engraçado naqueles primeiros tempos: os burgueses de Manchester parando de gastar para acumular e investir em mais fábricas.
aí entra a entrevista da Veja, o entrevistado é Rubens Barrichello (Auto-Retrato, Página 158, edição 2059). Perguntado sobre o que o estimulava a continuar na carreira com um carro ruim, respondeu algo como "apenas a paixão pela velocidade, e não me interessa o que os outros pensem, se fazem piada ou não". Achei uma coisa bonita o fato do corredor não priorizar a competição em sua vida (que o fez aceitar uma posição humilhante há poucos anos). O estranho foi ele ter dito que o que o inspirou a essa nova tomada de posição foram alguns cafonérrimos livros de auto-ajuda, cujo mote nunca foi outro que o "melhore, seja o melhor, seja um vencedor também".
Passei a vê-lo com um pouco mais de simpatia, embora ele afirme que "ainda quero ser campeão do mundo". O velho Rubinho ainda existe nele, persistindo nos velhos sonhos?
Esse conceito de competição desmedida e o culto ao Winner é perigoso num país terceiromundista como o Brasil, onde ao menos metade da população tá fora do jogo desde o começo, e quem perde não pode recorrer a nada nem a ninguém. O Laissez-Faire do mercado acaba deixando as pessoas à própria sorte, o mercado se auto-regula (em tese), as pessoas não.
Por um mundo mais equilibrado, por assim dizer, é isso que eu espero, sem esperança.