
Enqüanto voltava pra casa, decidir de repente corrigir um dos meus maiores "pecados cinematográficos" e aluguei Blow-Up...do qual muito ouvira falar, vira muitas cenas, mas nunca havia visto de fato
o que eu ouvia sobre?? "genial","Clássico", "retrato da Swinging London Sessentista", "Um Saco, só vale pela cena com os YardBirds", etc
agora tecendo minhas impressões: gostei muito, esperava um filme com mais "ação", por ser um retrato da Londres do meio dos anos 60 (sexo-drogas-rockandroll e clichês do genero) e pelo fato do personagem principal ser um fotógrafo de moda, esperava um filme "de jovens" que tivesse uma edição que lembrasse um videoclipe.
Nada disso se revelou verdadeiro, o que não tira o brilho do filme: a narrativa segue um ritmo bem próprio, conduzida quase que exclusivamente pelas imagens, a camera muitas vezes se retem em algum plano...a Camera contempla, respira e dá espaço para o expectador absorver aquela imagem
Não vejo o personagem principal (vivido por David Hemmings) como um anti-heroi, alias, os personagens não tem moral definida, apenas agem, não há força interna ou externa que os iniba nem nenhum ardente desejo que os mova....apenas agem...
muito me impressionou a Célebre cena em que os Yardbirds tocam num Pub, não só pela agressividade e riqueza instrumental da banda, mas pelo público estar estático, como estatuas (parados de extase ou de tédio?? sentimentos opostos que levam a uma mesma reação)...a platéria só reage e se torna (muito) euforica quando a Gibson Semi-Acustica é lançada contra os Amplificadores Vox e quebrada em pleno palco...todos querem um pedaço da guitarra...
seria a sede de novidade dos jovens que Antonioni queria representar?? ou a dualidade entre a euforia pra conseguir algo material e a suposta apatia ao ouvir a música??/
(alias, não tem coisa mais "splash out money" do que jogar uma gibson num Vox...piadinha de musico)
Blow-up: tecnica de ampliar fotografias, a camera viu mais do que o fotógrafo (se quer saber o que foi, veja o filme), a Garota entra na sua vida e sai, os personagens não se apegam, podem parecer entediados mas nunca realmente tristes
e o filme começa e acaba com a "gangue" de "caras pintadas"...alegoria não se sabe do que...tudo termina num jogo de tenis imaginário...onde a Camera quer ser a bola, a camera pode ser a bola, o que não se pode no cinema?
no cinema pode-se até ser real
dica: quem quiser baixar a bela trilha, composta pelo Jazzista Herbie Hancock: http://rapidshare.de/files/20147355/Herbie_Hancock_-_Blow_Up_OST_-_dust_to_dust.rar.html
(peguei do blog do Comodoro)
por enquanto é só
(cá entre nós: pq esse título no Brasil? "Depois daquele beijo"? não tem nada a ver com o filme e foi mantido no relançamento em Dvd...mesmo o filme sendo conhecido mesmo pelo nome original, ora bolas)
Ouvindo: a trilha pô
quarta-feira, junho 21, 2006
Depois Daquele Beijo
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3 comentários:
um pouco nojento esse seu blog...
quase um Rubens Edwald Filho...
e q endereço é esse??? nojento!! =P
Rubens "Evaldo" filho nããããããããããããããõooooooooooo
Belissímo filme. Não só pela apresentação dos Yardbirds. Há fotografia das boas e sacadas genias de montagem. Blow up passa um pouco do que foi chamada Swinging London. Abra os olhos para esta porta que lhe mostra. Seja um inglês fútil você também.
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